As mais importantes coisas que eu aprendi, não o fiz em famosas Instituições. Nunca fui afeita a Instituições, embora não despreze sua importância para a prática profissional, por exemplo. Mas tampouco estava em livros o que ,de mais precioso, aprendi. Não o encontrei em Paris, ou pelo menos, não onde, supostamente, o deveria ter encontrado na capital francesa. Não o ouvi de quem acumulava muitos títulos.
Aquilo que aprendi de mais caro está nas minhas memórias, nas emoções que elas evocam, na maneira como a elas eu dei significado, como as concatenei na construção mental presente do que fui e vivi até hoje. Meus aprendizados têm vestígios remotos em algumas fotos, que contemplo com carinho. Meu aprendizado é muito intimista e, ousaria dizer, pretensioso. Não é pieguice dizer que a vida é uma escola. Mas leva tempo para se transpor o que de piegas há na frase, e alcançar seu significado.
O aprendizado formal é essencial para o exercício de quase todas as profissões do mundo e eu não o desprezo. Mas, só com ele, eu não conseguiria escrever, nem viver, na verdade.
No silêncio e na solidão, Deus sopra ao espírito algumas verdades. Mas não me é possível viver no "deserto" sempre. Minha alma não é desse tipo. No entanto, não me é viável, tampouco, dispensar a caminhada pelo deserto em alguns momentos. Eu perderia a mim mesma se a desprezasse. Eu perderia Deus, embora Ele não me perdesse nunca.
Os desertos são valiosos, desde que os entendamos como passagem e não como chegada. Há de se ter o cuidado de não permitir que eles se tornem um estilo de vida ou que nos mergulhem em melancolia
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