Uma menina me vendeu dois panos de prato, e me abençoou. Se eu fosse o Chico Buarque, para ela faria uma música. Mas, como sou só eu e não estou inclinada a ficções hoje, escrevo que a menina-moça era morena e tinha olhos sinceros, daqueles que não se vêem quando alguém vende algo. Ela me explicou que o pano de prato era cem por cento algodão, como se isso fosse ser um dado decisivo para a aquisição. Ela leva a sério seu ofício.
“É difícil ser humano”, frase do filme City of Joy
Mas, é milagroso, ao mesmo tempo.
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